quinta-feira, 23 de julho de 2015

É PRECISO IR EMBORA



Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo.
Estava na festa de despedida de uma amiga, quando ouvi calada e com atenção seu dolorido discurso sobre o quanto ela se preocupava com a decisão de ir embora. Dizia se preocupar com a saudade antecipada da família, com a tristeza em deixar um amor pra trás e com a dor de se afastar dos amigos. Ela iria embora para Londres com tantas incertezas sobre cá e lá, que o intercambio mais parecia uma sentença ao exílio.
Dentre dicas e conselhos reconfortantes de outras amigas, lembro-me de interromper a discussão de forma mais fria e prática do que gostaria: “Quando você estiver dentro daquele avião, olhar pra baixo e ver todas estas dúvidas e desculpas do tamanho de formigas, voltamos a falar. E você vai entrar naquele avião, nem que eu mesma te coloque nele.” Ela engoliu seco e balançou a cabeça afirmativa.
Penso que na ocasião poderia ter adoçado o conselho. Mas fato é que a minha certeza era irredutível, tudo que ela precisava era perspectiva. Olhar a situação de outro ângulo, de cima, e ver seus dilemas e problemas como quem olha o mundo de um avião. Óbvio, eu não tirei essa experiência da cartola. Eu, como ela, já havia sido a garota atormentada pelas dúvidas de partir, deixando tudo pra trás rumo ao desconhecido. Hoje sei que o medo nada mais era do que fruto da minha (nossa) obsessão em medir ações e ser assertiva. E foi só com o tempo e com as chances que me dei que descobri que não há nada mais libertador e esclarecedor do que o bom e velho tiro no escuro.
Hoje a minha amiga não tem mais dúvida. Celebra a vida que ela criou pra ela mesma lá na terra da rainha, onde eu mesma descobri tanto sobre minha própria realeza. Ironicamente – e também assim como eu – ela aprendeu que é preciso (e vai querer) muitas vezes uma certa distancia do ninho. Aprendeu que nem todo amor arrebatador é amor pra vida inteira. Que os amigos, aqueles de verdade, podem até estar longe, mas nunca distantes. Hoje ela chama o antigo exílio de lar, e adora pegar um avião rumo ao desconhecido. Outras, como eu, e como ela, fizeram o mesmo. Todas entenderam que era preciso ir embora.
É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo. Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua pegada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso.
É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Austrália. Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.
Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.
As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.
large (2).jpg




VENDE-SE TUDO

No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento.
Outra mãe que estava ao meu lado comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.
Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes.
O resto, eu vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém a parecesse. Sentados no chão.
O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite, era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante.
Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas.
Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu.
No penúltimo dia, ficamos somente com o colchão no chão, a geladeira e a tevê.
No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.
Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo.
Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar. Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto isto, que se torna cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que elas estiveram presentes na minha vida.
Desejo para essa mulher, que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos, a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha dois anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio.
Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.
Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde.
Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza:
"Só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir”. É melhor refletir e começar a trabalhar o DESAPEGO JÁ!
Não são as coisas que possuímos ou compramos que representam riqueza, plenitude e felicidade.
São os momentos especiais que não tem preço, as pessoas que estão próximas da gente e que nos amam, a saúde, os amigos que escolhemos, a nossa paz de espírito.

Martha Medeiros

segunda-feira, 29 de junho de 2015


"Dez coisas que levei anos para aprender ...
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria “reuniões”.
8. Há uma linha muito tênue entre “hobby” e “doença mental”.
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
Luís Fernando Veríssimo

quarta-feira, 3 de junho de 2015


Só que homossexualidade não existe, nunca existiu. Existe sexualidade - voltada para um objeto qualquer de desejo. Que pode ou não ter genitália igual, e isso é detalhe. Mas não determina maior ou menor grau de moral ou integridade."
Caio Fernando Abreu


terça-feira, 2 de junho de 2015

"Quando a gente quer muito uma pessoa, a gente se engana. A gente tenta encaixar aquele outro ser humano em posições que nunca foram dele. A gente clama ao universo para um sim em algo que já começou destinado ao não. A gente quer, e a gente bate o pé e faz pirraça feito criança para conseguir. Mas um dia a gente percebe que amor tem que ser uma via de mão dupla. Amor tem que ser fácil, tem que ser bom, tem que ser complemento, tem que ser ajuda. Amor que é luta é ego. Amor que rebaixa é dor. E então a gente aprende que amor que não é amor, não encaixa, não orna, não serve.
Fique com alguém que não tenha conversa mole. Que não te enrole. Que não tenha meias palavras. Que não dê desculpas. Que não bote barreiras no que deveria ser fácil e simples. Fique com alguém que saiba o que quer e que queira agora.
Fique com alguém que te assuma. Que ande com orgulho ao seu lado. Que te apresente aos pais, aos amigos, ao chefe, ao faxineiro da firma. Que segure a sua mão ao andar na rua. Que não tenha medo de te olhar apaixonadamente na frente dos outros. Fique com alguém que não se importe com os outros.
Fique com alguém que não deixe existir zonas nebulosas. Que te dê mais certezas do que perguntas. Que apresente soluções antes mesmo dos questionamentos aparecerem. Fique com alguém que te seja a solução dos problemas e não a causa.
Fique com alguém que não tenha traumas. Que não tenha assuntos mal resolvidos. Que saiba que para ser feliz, tem que deixar o passado passar. Fique com alguém que só tenha interesse no futuro e que queira esse futuro com você.
Fique com alguém que te faça rir. Que te mostre que a vida pode ser leve mesmo em momentos duros. Que seja o seu refúgio em dias caóticos. Fique com alguém que quando te abraça, o resto do mundo não importa mais.
Fique com alguém que te transborde. Que te faça sentir que você vai explodir de tanto amor. Que te faça sentir a pessoa mais especial do universo. Fique com alguém que dê sentido à todos os clichês apaixonados.
Fique com alguém que faça planos. Que veja um futuro ao seu lado. Que te carregue para onde for. Que planeje com você um casamento na praia, uma casa no campo e um labrador no quintal. Fique com alguém que apesar de saber que consegue viver sem você, escolhe viver com você.
Fique com alguém que não se esconda. Que não te esconda. Que cada palavra seja direta e clara. Que não dê brechas para o mal entendido. Que faça o que fala e fale o que faça. Fique com alguém cujas palavras complementam suas ações.
Fique com alguém que te admire. Que te impulsiona pra frente. Que te apoie quando ninguém mais acreditar em você. Que te ajude a transformar sonhos em realidade. Fique com alguém que acredite que você é capaz de tudo aquilo que queira.
Fique com alguém que você não precise convencer de que você vale a pena. Que não tenha dúvidas. Fique com alguém que te olhe da cabeça aos pés e saiba, sem hesitar, que é você e só você.
Fique com alguém que te faça olhar para trás e agradecer por não ter dado certo com ninguém antes. Fique com alguém que faça não existir mais ninguém depois."


(Marina Barbieri)


Me deixa ser indecisão

Não me pergunte muito o que eu quero da vida. Sim, quero amar e, quem sabe, me entregar, mas não me peça para ser decidido quando o assunto for, exatamente, decidir.
Se pedires para eu decidir entre azul e verde, sumo. É muito para a minha cabeça. Se quiseres que eu escolha entre Veneza ou Paris, ficamos por aqui mesmo. Gosto tanto dos dois. Se houver necessidade de decidir entre as minhas comidas prediletas, demorarei horas. Fico com medo de errar a escolha. Não me faça escolher, só me leve junto…
Não me dê opções, me dê beijos. Me dê margem para sonhar. Me dê certezas que as faço paisagem. Nasci para aquarelar as certezas que existem, não para criá-las. Façam e criem as certezas por aí, mas, deixem que eu as coloco cor e vida… Certezas são monocromáticas, dúvidas são coloridas.
As vezes, sei muito bem o que eu quero. Mas, no cantinho pensativo da minha cabeça, acho que deveria fazer outra coisa. Medo da vida realmente ser só isso? Medo da vida ser tudo isso e muito mais? Não sei… Ser indeciso é isso. É não ter nada destinado. É ser para-raio das possibilidades do mundo. É achar que o mundo é muito mais do que essas certezas do nosso mundinho; volta e meia tão pequeno, tão mesquinho…

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?
“Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil”.
Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido.
Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.Uma armadilha.
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.
Dr. Drauzio Varela


terça-feira, 26 de maio de 2015

" ...Não estou lhe dizendo para saltar de prédios altos, nadar com baleias ou algo assim (embora, no fundo, gostaria que você fizesse essas coisas), mas para viver corajosamente. Ir em frente. Não se acomodar. Usar aquelas meias listradas com orgulho. E se quiser mesmo se acomodar com algum sujeito ridículo, garanta que um pouco de tudo isso fique guardado em algum lugar. Saber que você ainda tem possibilidades é um luxo. Saber que lhe dei algumas me dá um certo alívio. É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente. Você mudou a minha vida muito mais do que esse dinheiro vai mudar a sua.
Não pense muito em mim. Não quero que você fique toda sentimental. Apenas viva bem.
Apenas VIVA.
Com amor,
Will"
IMAGINE

Imagine uma religião que aceitasse todas as pessoas, independente de suas orientações sexuais. Onde você não precisasse se forçar a fazer o bem em troca de alguma salvação ou por temor a um Deus, pois ao invés do medo e da culpa, essa religião lhe ensinasse que praticar atitudes que privilegiem o coletivo simplesmente repercutiriam positivamente na sua vida aqui mesmo e não em algum suposto paraíso. 
Pense numa religião onde as pessoas não fossem doutrinadas a dizer que apenas o que elas acreditam é que seja a verdade absoluta e que respeitasse o fato de que outras religiões tem crenças diferentes, mas não são melhores e nem piores, são apenas outras formas de exercer a fé. 
Pense numa religião onde as pessoas doassem mais do que apenas dinheiro para o pagamento do dízimo ou de outras taxas de colaboração. Elas investissem algum tempo para ajudar a quem precisa… Cada um com sua especialidade: 
O Médico que atenderia gratuitamente, o engenheiro que ajudaria a construir casas, o músico que animaria as noites difíceis ou divertidas, o dentista que atenderia quem não pode pagar, o POLÍTICO que trabalhasse em prol de causas que atendam a todos… 
Imagine uma religião onde o sexo não fosse visto como algo sujo, a mulher não fosse olhada como um ser inferior, a Família fosse toda e qualquer grupo de pessoas unidas pelo afeto e pelos sentimentos bons que nutrem entre si. 
Uma religião que ensinasse as crianças que estudar é mais do que decorar algumas frases ou trechos de livros, mais do que repetir o que algum líder espiritual está pregando, entender a diversidade humana, cultural e espiritual para que SÓ DEPOIS que estivesse com sua formação intelectual desenvolvida, pudesse ser batizada e tivesse o direito de escolher se gostaria ou não de fazer parte dessa religião. 
Uma religião que reconhecesse o que de positivo outras religiões tem a ensinar e dessem o direito de seus seguidores de trazer a seus comportamentos e escolhas - símbolos, leituras, aprendizados. 
Imagine uma religião onde seus líderes se preocupassem mais com a parte HUMANA do que com a parte financeira, mas que ao mesmo tempo ensinasse que Ter é importante, para oferecer conforto, dignidade e até para caridade, mas que não é mais importante do que SER…
Uma religião que ao invés de julgar, apontar os dedos para os outros e condená-los por terem condutas auto-destrutivas, como o uso de drogas - por exemplo - lhes oferecesse conhecimento sobre o tema, e quando precisassem de ajuda fossem resgatados e tratados em suas doenças para que voltassem a comungar de uma vida saudável. 
Imaginem uma religião que não estimule que matem em nome delas para conquistar territórios, espaços, pessoas… 
Essa religião existe. 
Chama-se AMOR e não é preciso que você leia nenhum livro sagrado, nem seja temente a nenhum Deus, e nem dispute com ninguém sobre a VERDADE DELA. 
E sabe por que o mundo anda tão violento, tão cheio de mágoas, angústias, amarguras e toda essa névoa pesada de caos e destruição? 
Por que para comungar do AMOR é preciso conhecê-lo e as pessoas estão sem tempo para isso. 
O Amor pode estar em Jesus, em Maomé, em Krishna, em Buda, em qualquer lugar, mas ele só fará sentido REAL, se estiver em você. 
Caso o contrário é ENGANAÇÃO. 
E é por isso que vemos tantas pessoas que se dizem religiosas pregando ódio por ai… 
LIBERTE-SE.

TICO SANTA CRUZ

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Bom dia a todos neste belo filme da vida!
"Não me interessa o que você faz para ganhar a vida.
Quero saber se você se arriscará a parecer um tolo por amor, por sonhos, pela aventura de estar vivo.
Quero saber se pode suportar a dor, minha ou sua, sem procurar escondê-la, reprimi-la ou narcotizá-la. Quero saber se você pode aceitar alegria, minha ou sua.
Não me interessa se a história que me conta é a verdade.
Quero saber se consegue desapontar outra pessoa para ser autêntico consigo mesmo, se pode suportar a acusação de traição e não trair a sua alma. Quero saber se você pode ver beleza mesmo que ela não seja tão bonita todos os dias. Quero saber se você pode viver com o fracasso, seu e meu, e ainda, à margem de um lago, gritar para a lua prateada: ‘Posso!’
Não me interessa onde você mora ou quanto dinheiro tem.
Quero saber se pode levantar-se após uma noite de sofrimento e desespero, cansado, ferido até os ossos, e fazer o que tem de ser feito .Não me interessa saber quem você é e como veio parar até aqui. Não me interessa saber onde, o quê, ou com quem você estudou. Quero saber o que o sustenta a partir de dentro, quando tudo o mais desmorona. Quero saber se consegue ficar sozinho consigo mesmo e se, realmente, gosta da companhia que tem nos momentos vazios, este é o nosso filme da vida."
Sonhador da Montanha Oriah- ancião índio americano ( Editado )

PERTO DE MORRER, ALEXANDRE, O GRANDE, FEZ 3 PEDIDOS AOS SEUS MINISTROS:

1) Que seu caixão fosse carregado pelos melhores médicos da época.

2) Que os tesouros que tinha, fossem espalhados pelo caminho até seu tumulo.

3) Que suas mãos ficassem fora do caixão e a vista de todos.

Os ministros surpresos perguntaram quais são os motivos?

Ele respondeu:

1) Eu quero que os melhores médicos carreguem meu caixão, para mostrar que eles não têm poder nenhum sobre a morte.
2) Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros, para que todos possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui ficam.
3) Eu quero que minhas mãos fiquem para fora do caixão, de modo que as pessoas possam ver que viemos com as mãos vazias, e de mãos vazias voltamos.

“TEMPO” é o tesouro mais precioso que temos, nós podemos produzir mais dinheiro, mas não mais tempo …!

O melhor presente que você pode dar a alguém é o seu tempo! Dedique mais do seu tempo para Deus e família.


"Gosto de pensar na vida assim, como caminhos a serem percorridos, capítulos que devem ser fechados para que novos possam ser abertos. Sem atravessar uma rua, você não chega a outra, e fica preso em um presente que pode ser satisfatório, mas pode estar abrindo mão de algo muito melhor, que jamais ficará sabendo se não atravessar."
"Eu sempre acreditei em números, nas equações, na lógica que leva à razão. Mas depois de uma vida inteira nesta jornada, eu me pergunto: O que realmente é a lógica? Quem decide a razão? Minha busca me levou pelo físico, o metafísico, o ilusório... E de volta. E eu fiz a descoberta mais importante da minha carreira. É apenas nas misteriosas equações do amor que qualquer lógica ou razão pode ser encontrada..."

terça-feira, 19 de maio de 2015


"No final do túnel existe uma janela. Talvez você precise antes passar por uma sequência interminável de portas fechadas e treinar seus ouvidos para som da batida de cada uma delas, mas não deixe de caminhar. Eu sei que não tem a menor graça andar no escuro, e por não saber nada sobre o caminho, algumas vezes você irá tropeçar. Mas lembre-se, que é justamente essa coragem de andar por um lugar desconhecido e adquirir habilidade para se curar de cada tombo, que fará você começar a enxergar aos poucos frestas de luz. E pode não parecer, mas o som de cada porta se fechando um dia irá soar como música aos seus ouvidos. A canção de quem aprendeu a ler as esperas. De quem aceitou a partitura da fé e aprendeu a tocar as notas no momento adequado, na afinação de Deus!..."

segunda-feira, 18 de maio de 2015




-Azul de menino, Rosa de menina.
Joana veste rosa
João veste azul
Compra cozinha para Joana
Compra carrinho para João
– Veste essa saia, menina...
– Menino veste o calção.
– Fecha essas pernas, Joana.
– Não se afemine João.
– Pega a boneca e nina, menina...
– Solta essa boneca, João!
Cabelo grande é de menina
Cabelo curto é de João
Vestido é coisa de menina
Menino não pode não
Menina tem que ser feminina
Menino tem que ser machão
Homem não chora não
Mulher tem que se dar o respeito
– Anda entre amigas, Joana. Menino não presta...
– João, beija logo essas meninas. Não perde tempo não, bestão!
– Joana, olha essa roupa curta, hein?!
– Está calor João, pode tirar a camisa.
Joana não pode beijar qualquer um
João vai lá pegar quantas quiser
Joana não pode embriagar-se, desde sempre deve comportar-se.
João pode beber, beijar, agarrar, farrear, e depois desculpar-se.
Joana não pode trepar, por eles só se for namorar.
João pode ir pra cama se esbaldar, tem “vadia” pra dar.
(E vai gozar primeiro.)
Joana não precisa pagar motel, já vai dar.
(Sem gozar)
João é homem, deve pagar.
Joana não pode tocar siririca, é feio, mulher tem que se respeitar.
João toca todo dia, tem que tocar.
Joana lava as calcinhas
João nem a cueca tira do lugar
Joana anda na rua sozinha com medo.
João com medo de assalto.
Joana com medo de assédio, assalto e assassinato.
Joana tem que casar, ter filhos, e para o marido cozinhar.
Joana tem que aprender a cozinhar.
João tem que trabalhar, ter filhos, beber, trepar e sustentar
Pode bater se Joana reclamar.
Joana não pode trair
João é homem, pode sim.
Joana não pode abortar, é assassina desde já.
João fugiu, ninguém perguntou.
Se o filho nasceu, João mal cuidou.
Joana mãe, pariu, agora tem que se cuidar.
João paizão, o bucho pode lhe enfeitar.
Joana coitada, cansada da vida ingrata.
João... Transformou-se num “cuzão”.
Joana e João, reféns da padronização.
- Amanda Timóteo

quinta-feira, 16 de abril de 2015

segunda-feira, 6 de abril de 2015

"Grandes Amizades não se perdem por Pequenos Motivos. Às vezes, na vida, são formados alguns laços que nunca podem ser quebrados.Às vezes, você realmente pode encontrar uma pessoa... que ficará do seu lado não importa o que acontecer.Talvez você a encontre no seu conjugue e comemore com o casamento dos seus sonhos.Mas também existe a possibilidade daquela pessoa com a qual você pode contar pela vida toda, "aquela" pessoa que conhece você... Às vezes mais do que você se conhece, ser a mesma pessoa que tem estado ao seu lado desde sempre." 

Bride Wars - 2009
Que eu encontre dentro de mim as doses de amor que preciso, para viver todos os dias com a certeza que sou feita de sentimentos bons, e se porventura algo amargar, que eu feche os olhos e retorne para dentro outra vez até que adoce novamente.”
Scheila Hinnah


"No fim de toda a nossa jornada, deveríamos retornar ao local de onde partimos e conhecê-lo pela primeira vez." 
 Four Quartets, T.S. Eliot

quinta-feira, 2 de abril de 2015

"Só que homossexualidade não existe, nunca existiu. Existe sexualidade - voltada para um objeto qualquer de desejo. Que pode ou não ter genitália igual, e isso é detalhe. Mas não determina maior ou menor grau de moral ou integridade."

Caio Abreu


      Quem procura não acha. É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado.


  •             Caio Abreu


"Um guarda-roupa abarrotado de lembranças: eu preciso escolher entre um sapato, que odeio e aquele que você me sorriu de presente.Saio descalça com música no ouvido pra preencher as reticências que você deixou. Pensar, hoje, torce o peito. O olhar namorando o chão. E aquele carro quase me atropela, porque me distraí contemplando ontem, quando você me presenteou com aquela mensagem comprida. E penso, enquanto meu pé esquerdo se fere numa pedrinha afiada, que eu gosto quando você me chama pro palco.E como foi frase dura, curta – um tiro e ponto – te ver molhando o indicador com sua saliva e virando nossa página. O meu descer as escadas, olhar a placa de saída – escrita com um erro ortográfico – rodar a chave, te entregar a chave e sumir – a duzentos km por lágrima. Gasolina vazando pelas ruas do seu bairro, como se fossem sementes minhas –  na esperança de me florescerem. Um busto meu manchando a fotografia da sua janela, imagem enjoativa, que te afasta.Buracos, buracos e mais buracos, ocos. Como minha caixa de mensagens. Como esses dias. Como minha presença."
Priscila Nicolielo



Sabe o que é não se importar com o humor do cabelo? Então, é assim que sou – ou pelo menos deveria ser mais vezes. É que tem dias que nem o espelho parece querer me ver. Mas aí esse dia acaba, outro começa, meu cabelo acorda sorrindo e saio de casa para viver.
E eu sei que dizendo dessa maneira pareço ser a pessoa mais interessante do mundo; a mais segura, beiro até o exagero da confiança dando a entender que eu não preciso de outro alguém, mas é muito pelo contrário. Eu preciso e você também, mas nós precisamos mais de nós mesmos.
É que eu não quero depender de alguém para a vida me fazer bem.
Quando lembro de coisas que gostei de viver, tipo aquela boca que eu não queria parar de beijar ou daquelas pernas que se enroscavam nas minhas, eu paro e penso: que bom que pude viver isso, que pena que não posso mais, que ótimo que continuo aqui para viver outras coisas ainda melhores. Eu sou a minha melhor companhia.
Eu que não vou me enfiar em dívidas para ter a roupa da moda, e assim chamar a atenção como alguém que se atualiza, fazendo chover selfies no instagram mendigando elogios previsíveis. Prefiro gastar alguns trocados com bobagens no supermercado antes do meu seriado preferido de todo o sábado. A diferença é que eu não estou nem aí se vou transar no fim de semana ou não, não estou nem aí se vou naquele show bombado em que todo mundo vai só pra falar que foi. Eu não quero saber disso. Eu sou a minha melhor companhia. Sou eu quem lida com a minha relação com a balança. Sou eu quem lê os livros mais aleatórios. Sou eu quem toma iogurte, se suja e lambe o potinho.
Ninguém nunca vai ser melhor pra mim do que eu mesmo. E isso não me faz alguém mais cheio de razão, alguém que não erra a não sofre, de novo, muito pelo contrário, pois confesso: eu pago o preço de ser real e ele custa cada lágrima que me desce o rosto feito navalha. Aí passa. Faço um acordo com o calendário e quando me dou conta lá estou eu de novo seguindo como se não tivesse vivido nada antes.
Não trato a vida com desdém, só não trato alguém como o último alguém. Pois os beijos acabam, mas a dor também.
Eu sou a minha melhor companhia. Eu tenho certeza de todo o bem que posso fazer e qualquer hora o mundo se encaixa e eu encontro um alguém para atravessar a rua correndo. O negócio é que eu não me preocupo com isso. Não vivo esperando, vivo fazendo. Não vivo em função dessa condição para ser feliz, todo dia eu dou um jeito de ser feliz. Se você não aguenta ficar um fim de semana sem alguém, você provavelmente é alguém que ninguém conseguirá ficar um fim de semana com você.
Sabe o que é não se importar com o humor do cabelo? Eu tenho tanto tanta dívida para pagar que seria uma tremenda injustiça me preocupar se leram a mensagem mas não me responderam. Eu não quero dedicar meu tempo para quem não me dedica pelo menos atenção.
Eu sou a minha melhor companhia.
Sou quem dá risada sem medir o som, sou quem canta em voz alta no metrô, sou que ignora o mundo ao redor quando estou lendo, sou quem passa batido por conhecidos nas ruas graças aos meus fones de ouvido, sou quem passa horas na loja provando uma outra ou outra peça de roupa – e muitas vezes nem levando, sou quem não se importa no vizinho de poltrona no cinema, sou quem chora ri sozinho quando vê o crédito do vale-refeição acabando no recibo. Eu sou a minha melhor companhia, uma companhia boa de ficar, uma companhia completa porém disposta a encontrar outra para acompanhar, afinal, ninguém é bom o bastante que outro alguém não possa melhorar.